Elas já rivalizam em um universo até há pouco predominantemente masculino
Passam das 10h quando Bruna Griebeler, 24 anos, é acordada pelo telefone. Mas ela se apressa em justificar a voz sonolenta:
– Fiquei jogando videogame até as 5h30min – confessa a analista de tecnologia da informação de Porto Alegre, que assume, durante a madrugada, o papel de um homem com superpoderes que sai à caça de zumbis.
Bruna retrata uma nova realidade, a de que videogame não é mais coisa só de guri. Nos EUA, essa tendência é mais acentuada: o público feminino já representa 40% dos jogadores, segundo a Entertainment Software Association (ESA), associação que representa a indústria de games americana. E a faixa que mais cresce é a das mulheres adultas.
– Não tenho medo de parecer criança ou homenzinho – diz Bruna.
Enquanto eles querem vencer, elas só pensam em se divertir
Ela investe pesado na diversão. Só para o PlayStation 3, console de última geração da Sony, comprou 12 jogos, a maioria importado. Também tem um Wii e o portátil DS, ambos da Nintendo. Aliás, esses dois equipamentos são os xodós das mulheres que responde, respectivamente, por 51% e 53% dos seus usuários, conforme dados divulgados pela ESA.
Há uma explicação para o fenômeno: se antes era preciso videogame e cartucho, agora há mais portas de entrada para o universo gamer, como os jogos no computador (na internet ou não) e no celular.
– Aumentou a quantidade de plataformas disponíveis, o que ajuda a proliferar os jogos e a levar as mulheres a se interessarem mais – afirma o coordenador executivo do curso de Jogos Digitais da Unisinos, João Bittencourt.
A popularização dos jogos em flash na internet também contribuiu para que as mulheres jogassem mais. Não tem o joystick com monte de botões para dominar. Muitas começam com os chamados jogos casuais e vão em frente. Hoje, elas já representam 30% dos cadastrados no site da Eletronic Arts (EA), que distribui games. Há cinco anos, eram 10%, diz o gerente de produtos, Ian Freitas.
No Brasil, sites de jogos foram acessados em casa por 14,6 milhões de brasileiros (51% dos internautas) em outubro. As mulheres responderam por 45% do total, segundo o Ibope Nielsen Online. Em fevereiro de 2006, vinham delas 36% dos acessos.
Outra pesquisa, da Cartoon Network, mostra que os jogos online são atividade de 90% dos meninos e 88% das meninas entre sete a 15 anos. Três em cada quatro guris têm videogame. No caso das gurias, são 49%.
É preciso levar em conta que os perfis são diferentes: enquanto os homens jogam para vencer, as mulheres fazem pela diversão. E um videogame, em especial, tem proporcionado uma forma mais descompromissada e natural de jogar: o Wii, com seus controles com sensor de movimento. No jogo de tênis, por exemplo, é preciso dar raquetadas no ar com o joystick. E já há até uma modalidade de games de exercício físico.
– Tênis é o mais divertido. Te deixa até com o braço doendo. É o que mais queima calorias. Virou minha academia – brinca Bruna, que pratica (ou seria “joga”?) de ioga a boxe no Wii.
Fonte:Zerohora
16 mil portugueses estão viciados em jogos, com os jogos online e os jogos de cartas a liderarem, mostra um estudo ontem divulgado e hoje publicado pelo Jornal Público. A análise foi realizada entre 2005 e 2007 por uma equipa da Universidade Católica de Lisboa e apurou que 0,2% dos portugueses são dependentes do jogo.
Os números são um pouco inferiores à média europeia mas os autores não deixam de realçar que uma das principais preocupações se prende com o facto dos viciados serem cada vez mais novos, o que no futuro pode fazer disparar os valores e aumentar as consequências negativas, entre as quais incluem a delinquência, divórcio e suicídio.
O perfil tradicional do jogador português está a mudar e deixou de se centrar nos homens com mais de 40 anos, hábitos nocturnos e consumo de álcool e de tabaco, referem os investigadores.
Segundo os dados do estudo, entre os 40 mil jogadores de risco do país, 68% admitem problemas com o jogo a dinheiro. Dos 16 mil considerados dependentes apenas 20% reconhecem o problema.
Fonte:Sapo.pt
Em dezembro os Estados Unidos tinham 86 milhões de jogadores online. Tempo gasto com games online cresceu 32% em um ano.
Pesquisa da comScore, divulgada nesta quarta-feira (28/01) revela que os gamers norte-americanos estão recorrendo mais aos sites de jogos. Em dezembro, foram registrados 86 milhões de visitantes únicos em sites de jogos, número que representa um crescimento de 27% no ano.

Os gamers também estão jogando por mais tempo na web. Em 2007, 3,7% do tempo eram gastos jogando; em 2008, percentual ficou em 4,9% a mais de tempo jogando na web, um aumento de 32%. O Yahoo! Games foi o site líder em número de visitas, com 19,5 milhões de visitantes, seguido pelo EA Online com 15,4 milhões de visitantes.
“Parece que os jogos online sustentados por anúncios é uma das atividades que tem benefícios durante essa queda econômica”, afirma Edward Hunter, diretor de soluções de games da comScore.
Esse movimento do mercado aponta o crescimento e a força que os games casuais possuem, indo contra apostas da Eletronic Arts, que desmontou sua área de casual games.
Rentabilidade na crise
Outro dado da pesquisa da comScore revela o potencial econômico dos games casuais, já que o número de anúncios visualizados aumentou para 8,6 bilhões, 29% a mais do que em 2007. O número médio de anúncios visualizados por uma única pessoa se manteve constante, em 127 anúncios por pessoa.

Fonte: PC WORLD
AUSTIN - Games com recursos online geram mais de duas vezes a receita obtida por jogos criados sem funções semelhantes.
"Produtoras que não abraçarem as oportunidades online com um nível maior de intensidade estarão deixando dinheiro na mesa", disse Geoffrey Zatkin, presidente e vice-presidente de operações da Electronic Entertainment Design and Research.
Jogos que possuem algum grau de capacidade de partidas com múltiplos usuários também tendem a conseguir faturamento 25 por cento maior que os títulos que não possuem tal funcionalidade. Além disso, games que permitem aos usuários disputarem partidas entre si pela Internet geram quase o dobro de receita que os jogos que não permitem isso.
O levantamento pesquisou as plataformas Xbox 360, da Microsoft, PlayStation 3, da Sony, e Wii, da Nintendo, desde suas respectivas datas de lançamento até 1o de junho deste ano.
Analises de cerca de 219 jogos vendidos no varejo e de 187 títulos disponíveis por download foram conduzidas.
Cerca de 77 por cento dos jogos do Xbox 360 incorporam recursos online de alguma maneira, comparado a uma parcela de 23 por cento no caso do PS3.
O caso marcante é o Wii. Cerca de 98 por cento dos títulos criados para o videogame da Nintendo, que é voltado mais para jogadores casuais, não têm qualquer funcionalidade online.
fonte: Info